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"Minha avó paterna nos deixou um armário de mantimentos como lembrança da família. Era um móvel que ficava na cozinha dela. Estrutura forte e pesada em madeira e zinco, era usado para guardar mantimentos. Basicamente, grãos e farinhas. Naquela época, esses produtos eram vendidos a granel, em sacos de papel. Quando meu avô chegava em casa, os sacos eram esvaziados nas gavetas.

Lembro-me de que ficava com a vó na cozinha, desenhando num caderno sobre a mesa, enquanto preparava o almoço e ouvia músicas antigas num rádio à válvula. O brilho daquele móvel era marcante e vez ou outra abria uma das gavetas para "brincar" de retroescavadeira com as mãos enfiadas no arroz. Havia uma agradável sensação tátil ao enterrar as mãos nos grãos. Às vezes, ouvia minha avó cantarolar a música do rádio. Esta atmosfera ficou em minha memória.

Quando ganhei o armário, ele estava em péssimo estado. Sujo, todo torto, com a pintura descascada. Era outra coisa, não o armário da minha avó.

Por uma indicação, chegamos na Casa Grim. Levei a peça na esperança de tentar recuperar aquele passado. Conversamos com as "meninas" da Casa e tivemos alguns esclarecimentos. Fiquei bem impressionado com a preocupação delas em manter a originalidade do móvel, bem como o maior resgate possível daquelas lembranças. Discutimos os detalhes e a forma de execução. Tudo muito profissional.

No final do ano recebi um telefonema informando que o armário já restaurado chegaria em casa. Claro que fiquei aguardando e para minha surpresa... voltei ao passado e aos bons momentos de convivência com a minha avó. Ficou lindo.

Conto essa singela história para ilustrar a emoção retomada, graças ao trabalho da Casa Grim. Sempre tiveram a preocupação de me dar informações concretas e reais sobre o serviço e, ainda assim, fui positivamente surpreendido.

Recomendo intensamente o trabalho dessas profissionais. Parabéns pela proposta.

O armário da minha avó voltou!!!"

Rubens Rihl
Rubens Rihl
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Arroz, feijão e memórias.